Em desordem e sem lista
Olivia Rodrigo e Foo Fighters, comparações e redundâncias em meio ao caos de Maio
Antes de iniciar:
Se fosse 2004 eu postaria uma selfie, que na época não tinha esse nome selfie, no fotolog /maah_alone (ou algo assim), tirada com minha cybershot prateada e cogitaria como legenda uma das opções: “amanhã é 23 são 8 dias para o fim do mês”, “maio, já está no final, o que somos nós afinal” . Vinte e dois anos (22) depois estou aqui, comprovando - além da minha antiga obsessão adolescente por Kid Abelha - que nada ou quase nada mudou, tirando o colágeno que tá em decadência e os hormônios me avisando que tá chegando o fim da minha vida fértil, o resto tá bem parecido. Sigamos.
Em pouco mais de um mês e metade de 2026 já terá ido. Possivelmente, não sou - exclusivamente - parte do grupo de pessoas que sente que o tempo tem passado rápido demais, às vezes, tô tão submersa nas minhas angústias que acho que as horas são lentas e os dias extensos, que sou capaz de adiantar compromissos de dois dias em apenas uma manhã. Por sorte ou azar, mas sou mais produtiva e neurótica organizada, quando sinto a ansiedade prestes a bater a minha porta.
No entanto, conforme subtendido, também tenho meus momentos dramáticos de afirmar que os dias andam depressa demais, depois de ter passado um fim de semana inteiro cumprindo tarefas de uma lista que nem fiz, porque não tive tempo de planeá-la.
Em meio à essas dualidades fiz uma lista, não de tarefas, mas de coisas que aconteceram esse ano até aqui e de coisas que eu pretendo fazer ou resolver até o fim desse ano. Vozes da minha cabeça dizem-me: Ah, mas agora não é época de resolução de ano novo porque o ano já não é mais novo e daí, também nem é uma resolução/orientação, ué. Vamos a isto.
Minhas desorientações em desordem:
meu corpo/saúde está vivenciando um caos que tem me preocupado, por isso, fui à medica e vou fazer alguns exames para saber a quantas andas os velhos problemas e se novos estão chegando para se juntar.
comecei a ler vários livros diferentes, retomei alguns que já tinha começado no ano passado e não tenho terminado nenhum, o que penso sobre isso, é que preciso parar de ouvir tanto podcast e tirar minutos e horas do dia apenas para sentar e ler, não sei se vou conseguir, não sei se quero isso, não o suficiente para fazer funcionar, vamos ver…
não tenho ânimo algum para fazer tarefas fora de casa, especialmente eventos, compromissos, coisas que tenho que marcar e me comprometer a comparecer, efetivamente não tenho planos para mudar isso, mas tenho pensado em escolher por coisas que eu goste de fazer, mas para já não tô tão alinhada a flertar com essa ideia.
há vários dias abro o google e pesquiso se saiu a convocação da seleção Argentina, mas até agora nada, para minha tristeza, mas ainda boto fé que o Messi será convocado, rumo ao tetra.
meu gatinho que sofria de cistite idiopática está melhor, não tem apresentado cristais na bexiga, viva o ansiolítico.
a análise esse ano está ganhando um espaço menos bonito para mim e além de estar me levando a encarar de frente assuntos antigos e densos, também sinto que tô vendo as coisas com mais objetividade, logo eu, que encarar a realidade nunca foi meu ponto forte, mas agora tem sido, o que tem me dado contorno, ainda bem que mesmo sem mudar, a gente muda né?
Estou vivendo meu maior pico de fragilidade em experimentar coisas novas, filmes abro excessão, séries não, além de todas as séries antigas que voltei a rever, comecei essa semana Prision Break e estou tão empolgada que queria férias para ficar em casa a ver a série. Possível solução, segurar o impulso e repensar no item 2 em que estou a cogitar diminuir meu tempo de tela com podcast
e sériee focar na leitura dos livros que tenho em aberto, me conhecendo já sei onde isso vai dar…Não tô sabendo lidar ou melhor performar a mãe resolvida, estamos numa fase onde os conflitos da adolescência estão surgindo e eu estou sem carisma e com pouco repertório para essas questões.
Antes de partir:
Adoro redescobrir bandas e músicas que eu já ouvia/conhecia e o novo já conhecido vício está em Our Last Night, sugiro as versões de Good 4 u e Beautiful things. Provando que o pop pode ser muito bom quando gritado, o que um screamo não faz…
Ainda sobre música Pop e coincidentemente Olivia Rodrigo, hoje enquanto tratava das roupas para lavar, apareceu-me sua música nova, ao ver o título The Cure me remeteu a banda, mas para além disso, quando ouvi os primeiros segundos pensei,hey isso é Foo Fighters, mas ao voltar os olhos pro player, vi que não, realmente é Olivia Rodrigo, mas fica aqui a dúvida, a música foi inspirada propositalmente, apenas coincidentemente, ou ainda, estou louca e só eu achei a sonoridade da música The Cure parecida com Everlong. Se puder ouvir e me dar seu pitaco agradeço.
Abra no app ou outro tocador de sua preferência, para ouvir o início das duas músicas, foi o que mais achei parecido.
Ps: ⬆️ Esta música completou 29 anos desde seu lançamento…
Ps2: Será The Cure o retorno de Saturno de Everlong?
A você que chegou até aqui, agradeço pela companhia, tive uma semana de loucos e acho que vivi 3 anos de estresse em 2 dias, oh céus, um bom fim de semana e volte sempre.
Com lamentações, cansaço e loucura,
May


